A lua cheia iluminava a vila com uma luz prateada, deixando as ruas de pedra brilhantes e silenciosas. As casas tinham janelas acesas, e pequenas luzes douradas flutuavam no ar como vaga-lumes mágicos. Era noite de Halloween, mas não havia medo — apenas curiosidade e encanto.
Duxelina caminhava devagar pelo caminho principal, usando uma capa roxa decorada com pequenas estrelas. Em sua asa, segurava uma lanterna em forma de abóbora que iluminava suavemente seus passos.
Enquanto avançava, Duxelina ouvia sons leves: o vento balançando as árvores, folhas secas deslizando pelo chão e o bater distante de asas no céu. Alguns morcegos voavam perto da lua, desenhando sombras curiosas, mas nada parecia perigoso.
Ela respirou fundo e sorriu. Aquela noite parecia convidar à observação e à imaginação.
A estrada de pedras seguia em curvas suaves entre as casas. Cada lanterna acesa nas portas criava um ponto de luz quente, fazendo o caminho parecer seguro e acolhedor. Duxelina caminhava sem pressa, observando cada detalhe ao redor.
Ela pensou em como a noite podia ser bonita quando observada com calma. Mesmo as sombras pareciam gentis.
Perto de uma árvore antiga, Duxelina parou por um instante. Olhou para a lua cheia e levantou a lanterna, deixando a luz se misturar com o brilho do céu. As luzes flutuantes ao redor pareciam dançar lentamente.
Naquele momento, ela sentiu uma paz silenciosa, como se tudo estivesse exatamente no lugar certo.
Duxelina imaginou quantas histórias aquele caminho já tinha visto. Crianças caminhando, risadas suaves, passos tranquilos. Pensou também em como cada criança poderia colorir aquela cena de um jeito diferente: a lua branca ou amarela, o céu azul-escuro ou roxo, as casas cheias de cores quentes.
A noite era um grande desenho esperando para ser colorido.
Com a lanterna iluminando o chão, Duxelina continuou seu caminho. A capa balançava levemente, e seus passos faziam um som suave nas pedras. Não havia pressa, nem destino certo — apenas o prazer de caminhar.
Ela percebeu que Halloween também podia ser sobre calma, curiosidade e imaginação.
Ao final da rua, Duxelina parou mais uma vez e olhou para trás. A vila parecia ainda mais bonita sob a luz da lua. As casas, as árvores e o céu formavam uma cena tranquila e acolhedora.
Ela sabia que aquela noite ficaria guardada na memória como um momento especial.
Com um último olhar para a lua, Duxelina seguiu para casa. A lanterna ainda brilhava, e as luzes da vila continuavam suaves e constantes.
Aquela noite de Halloween não tinha sido assustadora, mas mágica. Uma noite de silêncio, imaginação e beleza — pronta para ser lembrada, contada e colorida.