O lago estava completamente congelado, refletindo o céu claro como um espelho suave. Flocos de neve caiam lentamente, e tudo ao redor parecia silencioso e tranquilo. No centro do lago, uma pequena árvore de Natal brilhava com luzes delicadas, iluminando o gelo ao seu redor.
Duxelina se aproximou com cuidado, ajustando seus patins e observando a paisagem. Aquele era um dia especial, perfeito para aproveitar o inverno com calma e alegria.
Com um leve impulso, Duxelina começou a patinar. No início, seus movimentos eram lentos e cuidadosos, mas logo ela encontrou equilíbrio. O som suave dos patins cortando o gelo parecia acompanhar seus passos.
Ela sorriu ao sentir o vento frio no rosto e o cachecol balançando no ar. Patinar não era apenas se mover; era sentir o momento.
Ao se aproximar da árvore, Duxelina diminuiu a velocidade. As luzes coloridas brilhavam com delicadeza, refletindo no gelo como pequenas estrelas. No topo da árvore, uma estrela dourada parecia observar tudo com carinho.
Duxelina tocou levemente um dos enfeites e pensou em como o Natal era feito de pequenos detalhes cheios de significado.
Enquanto patinava ao redor da árvore, Duxelina pensou em tudo o que aquele ano havia trazido. Aventuras simples, momentos tranquilos e muitas histórias para imaginar. O gelo, a neve e as luzes pareciam convidar à reflexão e à gratidão.
Ela percebeu que não precisava de pressa. O Natal era sobre estar presente e aproveitar cada instante.
Com movimentos suaves, Duxelina começou a desenhar círculos no gelo com os patins. Cada volta deixava marcas leves, como desenhos invisíveis que logo desapareceriam com a neve.
Ela imaginou crianças colorindo aquela cena, escolhendo cores para o céu, para a árvore e para o brilho do gelo.
Mesmo com o ar gelado, Duxelina sentia um calor especial no coração. Era o tipo de alegria que não faz barulho, mas que permanece por muito tempo. O inverno parecia menos frio quando vivido com tranquilidade.
As árvores ao redor estavam cobertas de neve, e tudo parecia protegido por um silêncio acolhedor.
Com o passar do tempo, Duxelina diminuiu o ritmo e parou perto da árvore. Olhou ao redor e respirou fundo. Aquele momento simples tinha se transformado em uma lembrança preciosa.
Ela sabia que o Natal não precisava ser grandioso para ser especial.
Antes de sair do lago, Duxelina olhou mais uma vez para a árvore iluminada. As luzes continuavam brilhando, mesmo com a neve caindo lentamente.
Com passos calmos, ela deixou o gelo, levando consigo a sensação de paz e alegria. Aquela dança suave no gelo ficaria guardada no coração — pronta para ser lembrada, contada e colorida.